O acolhimento familiar de idosos foi ampliado pela Fundação de Ação Social (FAS) de Curitiba: o programa passou de 50 para até 100 pessoas atendidas por mês, e a bolsa-auxílio subiu de R$ 998 para R$ 1.518 mensais por pessoa idosa.
A capacidade dobrou em dezembro de 2025. As duas mudanças ampliam o apoio a famílias que assumem os cuidados de parentes ou pessoas próximas em situação de vulnerabilidade, segundo a FAS.
O Programa Acolhimento Familiar para Pessoa Idosa atende, prioritariamente, quem tem 60 anos ou mais e sai de instituições de longa permanência ou precisa de acolhimento institucional como medida de proteção. É preciso que haja um familiar ou alguém do convívio disposto a cuidar da pessoa em casa.
Como funciona o programa?
O acolhimento pode ser feito pela família de origem, como filhos e irmãos, ou pela família extensa, que inclui parentes próximos e pessoas com vínculos de afinidade e afeto. A FAS diz que o objetivo é fortalecer laços que já existem.
O programa foi instituído por lei em 2022 e começou a ser executado em 2023. A gestão é compartilhada entre a FAS e a Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
A bolsa deve cobrir despesas ligadas às necessidades da pessoa idosa, como alimentação, fraldas geriátricas, itens de higiene, medicamentos e insumos não fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e transporte para consultas e tratamentos. As equipes orientam e acompanham o uso do dinheiro.
O atendimento pode durar até 24 meses, com avaliações semestrais e acompanhamento do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e da Unidade de Saúde.
O presidente da FAS, Renan de Oliveira Rodrigues, afirma que o programa busca evitar que a institucionalização seja a única alternativa. Já o diretor de Proteção Social Especial, Jefferson Portugal Marchiorato, diz que o trabalho inclui acompanhamento social e de saúde, com orientações às famílias.
Como a bolsa ajuda uma família do CIC?
Juracy de Aquino Pontes, de 75 anos, vive no CIC e conta com a filha, Eliziane Ribeiro Pontes, de 54, para os cuidados diários. Eliziane deixou o emprego de doméstica para cuidar da mãe, que se aposentou por invalidez, usa cadeira de rodas há um ano e perdeu a visão há três.
A família recebe a bolsa desde junho deste ano e usa o valor com fraldas, medicamentos e outras necessidades. A aposentadoria de um salário mínimo não bastava para as despesas. Eliziane conheceu o programa ao procurar o Creas, no ano passado.
Como solicitar o atendimento?
A família deve procurar o Creas da região onde mora quem ficará responsável pelos cuidados. Outros serviços da rede de proteção também podem fazer o encaminhamento. A inclusão depende da avaliação social da FAS, do parecer favorável da Saúde e da disponibilidade de vaga.
Fontes: Fundação de Ação Social (FAS) de Curitiba; com informações do Bem Paraná.