A bancada da segurança pública no Congresso e as secretarias estaduais ganharam um trunfo técnico e financeiro direto da academia. Pesquisadores da USP em Ribeirão Preto desenvolveram uma formulação própria de gelatina balística com parâmetros idênticos aos exigidos pelo FBI americano, blindando as polícias da oscilação cambial.
Pressão orçamentária e autonomia das polícias
Até aqui, a reconstituição forense de trajetórias e impactos de projéteis dependia de insumos importados e cotados em moeda estrangeira. A nova tecnologia nacional entra no radar do Ministério da Justiça como alternativa para acelerar inquéritos sem inflar os fundos de segurança pública estaduais.
- Eliminação de entraves de importação e custo em dólar para laudos periciais
- Adequação técnica estrita aos protocolos forenses internacionais
- Aceleração de perícias balísticas e resolução de crimes violentos nos estados
“A autonomia no fornecimento de insumos forenses retira a perícia criminal da dependência externa e barateia a produção da prova material no processo penal.”
Articulação em Brasília e compras conjuntas
Parlamentares ligados à pauta da segurança já articulam emendas e pressionam a União para viabilizar convênios de transferência de tecnologia. A proposta visa transferir a produção para laboratórios oficiais dos estados, barateando a logística da Polícia Científica de forma unificada.