A equipe jurídica da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou representação direta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontando a operação de um esquema digital coordenado. A peça jurídica detalha a circulação de 1.826 publicações voltadas a impulsionar a imagem do senador Flávio Bolsonaro e enfraquecer adversários fora dos limites legais.
Engenharia de alcance e burla algorítmica
A apuração técnica anexada aos autos identifica que os perfis acionados utilizaram táticas para contornar os filtros de recomendação das plataformas digitais. O material aponta direcionamento estratégico para furar bolhas sem a rotulagem obrigatória de conteúdo político, além de capturar receita comercial via monetização em canais de grande escala.
- 1.826 publicações com padrão sistemático de distribuição coordenada
- Evasão deliberada das diretrizes de transparência e recomendação das redes
- Monetização financeira obtida a partir de material eleitoral irregular
“A manipulação das regras de recomendação somada ao ganho financeiro direto rompe a isonomia da disputa e exige resposta célere da Justiça Eleitoral.”
Desdobramentos na Corte Eleitoral
Nos corredores do TSE, o processo é tratado como teste para a fiscalização sobre grandes plataformas. O relator da matéria deve determinar a preservação dos registros de tráfego e exigir dados detalhados das redes sociais sobre o faturamento gerado pelas contas envolvidas antes de deliberar sobre medidas cautelares de desmonetização.