O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta segunda-feira (21) para manter suspensa a veiculação de atos de campanha ligados a Deltan Dallagnol (Novo) no Paraná. O julgamento no plenário virtual enterra, na prática, a tentativa da defesa de liberar inserções promocionais barradas por decisões anteriores da Justiça Eleitoral.
Pressão jurídica e isolamento político em Curitiba
A movimentação em Brasília atinge o centro da estratégia do Novo no Paraná. A cúpula da legenda apostava na imagem do ex-deputado federal para alavancar bancadas e consolidar palanques regionais. Com a confirmação da maioria no TSE, o partido precisa recalcular rotas e conter perdas operacionais na reta final da disputa.
- Veto mantido: materiais de campanha com destaque ao ex-procurador continuam proibidos
- Estratégia sob xeque: perda de tração do Novo nas inserções de rádio e televisão
- Efeito cascata: candidatos proporcionais perdem o principal puxador de votos da sigla
“A insistência em projetar um quadro com pendências jurídicas consolidadas desgasta a legenda e enfraquece a competitividade eleitoral no Paraná.”
Desdobramentos e recursos cabíveis
A defesa de Dallagnol ainda dispõe de embargos de declaração após a publicação do acórdão, mas interlocutores em Brasília avaliam como nula a chance de reversão do mérito no colegiado. Nos bastidores do Paraná, aliados já admitem a necessidade de retirar o ex-parlamentar da linha de frente para blindar as candidaturas ativas contra novas sanções pecuniárias.