O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná determinou que a Federação das Indústrias do Estado do Paraná preserve todas as notas fiscais e registros de despesas de eventos realizados com a participação do senador Sergio Moro. A medida atende a uma ofensiva jurídica movida pela coligação do deputado Sandro Alex, que busca a cassação do registro do ex-juiz sob acusação de abuso de poder econômico.
A estratégia para asfixiar a defesa no tribunal
A apuração aponta que a ordem judicial visa blindar documentos contábeis que podem demonstrar o uso de estrutura corporativa para promoção política antecipada. A articulação dos bastidores paranaenses explora a linha tênue entre a agenda institucional de Moro e atos com contornos eleitorais.
- Comprovação de custos com viagens, hospedagens e palcos corporativos
- Cruzamento de contratos de patrocínio com o calendário de pré-campanha
- Verificação de eventual desequilíbrio na disputa regional pelo uso de entidade de classe
“A preservação imediata dos registros fiscais é medida de cautela necessária para evitar o perecimento de provas essenciais ao desfecho do processo eleitoral.”
Reverberação no tabuleiro do Paraná
A ofensiva capitaneada pelo grupo de Sandro Alex expõe a fratura na base conservadora do estado e amplia o cerco ao mandato de Moro. Com os documentos retidos judicialmente, o processo ganha fôlego para novas oitivas no tribunal regional, mantendo o senador sob constante desgaste político até as próximas composições majoritárias.