A 12 dias da votação, a corrida pelas duas cadeiras do Paraná no Senado Federal entrou em fase de definição com um confronto direto entre três forças antagônicas. Dados apurados pela redação com base no levantamento do Instituto IRG Pesquisas mostram Deltan Dallagnol, Gleisi Hoffmann e Alexandre Curi no pelotão de frente, consolidando a divisão do eleitorado paranaense entre o lavajatismo, o petismo e a força do Palácio Iguaçu.
Os números da disputa pelas duas vagas
O levantamento mostra estabilidade nas primeiras colocações e indefinição crucial para a segunda vaga, onde a transferência de votos e a rejeição regionalizada passam a ter peso determinante.
- Deltan Dallagnol mantém a liderança no eleitorado conservador da capital e grandes centros urbanos.
- Gleisi Hoffmann consolida o piso histórico do PT, puxada pela presença no interior e apoio federal.
- Alexandre Curi avança com capilaridade municipalista e forte apoio de prefeitos da base estadual.
- Votos brancos, nulos e indecisos representam margem suficiente para alterar a composição final.
Articulações de bastidor em Curitiba e Brasília
Em Brasília, o resultado no Paraná é tratado como estratégico para o equilíbrio no Senado. O avanço de Deltan reforça a oposição dura ao governo federal, enquanto uma vitória de Gleisi garante ao Planalto uma voz de comando na bancada paranaense. Nos bastidores de Curitiba, Curi opera azeitando alianças com deputados estaduais e lideranças do agronegócio para superar o recall ideológico dos adversários.
“A primeira vaga está atrelada à polarização nacional, mas a segunda cadeira será decidida no detalhe logístico e na força dos prefeitos no interior.”
Impacto na correlação de forças institucionais
O desfecho do pleito paranaense enviará um sinal claro sobre a sobrevida de bandeiras da Lava Jato ou a consolidação da centro-direita governista em oposição ao projeto petista no Sul do país. A reta final exigirá mobilização máxima das campanhas para conter a abstenção.