A principal vitrine da segurança pública do governo Ratinho Jr. sofreu uma forte interrupção nos bastidores. A administração estadual decidiu revogar o pregão eletrônico da terceira fase do programa Olho Vivo após a licitação ser travada por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR).
O freio imposto pelo Tribunal de Contas
A decisão de cancelar o processo antes de um julgamento de mérito desfavorável no órgão de controle é uma manobra calculada para reestruturar as exigências técnicas do edital. O certame vinha sendo alvo de questionamentos técnicos sobre a competitividade das propostas.
- A terceira fase previa a expansão de câmeras corporais e novos pontos de videomonitoramento no Paraná.
- O TCE-PR identificou inconformidades e determinou a suspensão cautelar da disputa.
- A equipe jurídica do Executivo estadual optou pela anulação para blindar o processo e refazer as especificações.
“A revogação do certame é o caminho administrativo para evitar sanções dos órgãos de controle e permitir a readequação técnica dos requisitos de contratação.”
Impacto na agenda de segurança e próximos passos
O recuo atrasa a execução do cronograma de ampliação tecnológica das forças policiais do estado. Com a necessidade de publicar um novo edital do zero, a entrega dos equipamentos fica represada, impondo desgaste à narrativa de eficiência que o Palácio Iguaçu busca projetar politicamente.