Na reta decisiva de exposição das candidaturas ao Palácio Iguaçu, Requião Filho (PDT) apresentou os eixos centrais de sua plataforma de governo: a contestação direta dos legados da gestão Ratinho Junior e o confronto direto com o senador Sergio Moro (PL). O pedetista colocou como prioridades imediatas a realização de auditorias na Copel privatizada e a revogação do modelo das escolas cívico-militares no Paraná.
Pressão sobre a Copel e articulação com Brasília
O candidato afirmou que vai buscar recuperar a influência do Estado no conselho de administração da Copel, utilizando a compra de ações com apoio do BNDES e articulação junto ao Governo Federal. A estratégia foca no aumento da fiscalização e pressão regulatória sobre a empresa e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
“Ela deve atender ao interesse público do Paraná e a gente pode, sim, ir para cima dessa empresa com seriedade, fiscalizando e cobrando também da Aneel uma maior seriedade em relação ao Paraná.”
Desmonte do modelo cívico-militar
Na área educacional, Requião Filho planeja encerrar a estrutura cívico-militar implementada no estado, classificando o formato como propaganda ideológica desprovida de inovação curricular real.
- Fim imediato do modelo cívico-militar sem fechamento de unidades de ensino
- Retomada da autonomia pedagógica e de avaliação dos professores da rede
- Deslocamento do efetivo policial militar para reforço no Batalhão Escolar e patrulhamento
Contradições da coligação e confronto com Moro
Embora lidere uma coligação que integra PT, PCdoB, PV, PSOL e Rede, Requião Filho manteve posições alinhadas à centro-direita em segurança e sistema eleitoral. O parlamentar reafirmou sua defesa do porte de armas e da implantação do voto impresso auditável, divergindo da cartilha de seus aliados federais.
Ao ser questionado sobre os desvios no INSS sob a gestão de Carlos Lupi (PDT), Requião Filho contra-atacou o adversário Sergio Moro, afirmando que o ex-ministro da Justiça foi notificado das irregularidades ainda em 2019 e não deu andamento às investigações.
Impacto na corrida eleitoral
O movimento consolida a tática de Requião Filho: confrontar diretamente as privatizações do governo estadual, disputar eleitores do centro com bandeiras de segurança pública e manter a esquerda unificada em torno de um discurso focado em serviços básicos.