Ratinho Junior (PSD) entrou na reta final de seu segundo mandato no Paraná acelerando a máquina pública. O movimento visa construir uma vitrine administrativa robusta para disputar a Presidência da República ou negociar espaço de destaque na chapa de centro-direita em 2026.
Investimentos recordes e o recuo na liquidez
A estratégia governamental combinou atração de investimentos privados com aumento agressivo dos aportes estaduais em infraestrutura. O Paraná sustenta uma das melhores notas de crédito do país junto ao Tesouro Nacional e agências de rating, mas a aceleração de despesas reduziu o volume de caixa livre disponível.
- Nota de crédito de topo mantida: chancela de equilíbrio fiscal e capacidade de endividamento seguro.
- Aceleração de obras públicas: foco em logística, rodovias e programas municipais.
- Retração da disponibilidade de caixa: despesas de capital concentradas comprimem margem financeira do sucessor.
A engrenagem política entre Curitiba e Brasília
Nos bastidores de Curitiba e nas articulações com a bancada federal em Brasília, a queima calculada de caixa é tratada como ativo eleitoral. Entregar o estado canteirizado projeta Ratinho Junior como gestor eficiente perante o eleitorado nacional.
“O capital político de 2026 depende de entregas físicas agora; nota fiscal alta sem obra na rua não vence eleição majoritária.”
Desafios para o sucessor
O próximo ocupante do Palácio Iguaçu herdará um estado com alta capacidade de captação de recursos, mas terá menor folga orçamentária imediata para novos projetos sem recorrer a novos financiamentos.