Ratinho Junior enfrenta o teste mais complexo da sua hegemonia política no Palácio Iguaçu: viabilizar o nome de Sandro Alex para a disputa de 2026. Levantamentos internos de consumo restrito acenderam o sinal amarelo no núcleo duro governista, evidenciando que a alta aprovação da gestão estadual não se converte automaticamente em intenção de voto para o secretário.
O tabu da sucessão direta desde a redemocratização
A estagnação de Sandro Alex reabre um debate estrutural sobre o comportamento do eleitorado paranaense. Desde o domínio absoluto do PMDB nos anos 1980, nenhum governador do estado conseguiu fazer um sucessor ungido diretamente pela máquina pública estadual.
- Década de 1980: Último período em que o grupo governista manteve controle sobre a transição no Executivo.
- Ciclos de Lerner e Richa: Tentativas de emplacar nomes da confiança direta esbarraram em divisões internas ou derrotas nas urnas.
- Xadrez de 2026: Ratinho Jr. lidera aprovação popular, mas encontra resistência da base para consolidar Sandro Alex como consenso.
Pressão da base aliada e alternativas de bastidor
Deputados estaduais e lideranças municipais já demonstram desconforto com a imposição de uma candidatura que não reage nas pesquisas qualitativas. O receio de contaminação eleitoral no interior faz partidos da base ensaiarem movimentações paralelas caso o Palácio Iguaçu insista em um nome sem densidade eleitoral própria.
“Transferência de votos no Paraná nunca foi endosso automático. O eleitorado cobra identidade própria e pune a presunção de continuidade garantida.”
Prazos e reposicionamento estratégico
Com o cronograma eleitoral avançando, o núcleo político do governador precisa definir se dobra a aposta na exposição de Sandro Alex ou se abre espaço para negociações com outros nomes do grupo governista. Sem tração nos próximos meses, a insistência pode desarticular a base e abrir brecha para a oposição quebrar a hegemonia do Palácio Iguaçu.