O Palácio Iguaçu elevou a temperatura da política paranaense ao oficializar o desgaste com Sergio Moro (União Brasil). Em movimentos articulados nos bastidores de Curitiba e Brasília, o governador Ratinho Jr. (PSD) expôs uma fratura até então contida, acusando o ex-juiz da Lava Jato de atuar com pragmatismo eleitoral distante do discurso moralizador que o projetou nacionalmente.
A lista de traições apontada pelo Palácio Iguaçu
A ofensiva de Ratinho Jr. mira a fidelidade política do senador. O governador mapeou os episódios em que Moro abandonou construções partidárias e aliados de primeira hora para priorizar interesses próprios, gerando desconfiança generalizada entre as lideranças da centro-direita.
- Alvaro Dias: ex-padrinho político no Podemos, atropelado na disputa direta pelo Senado em 2022.
- Jair Bolsonaro: rompimento ruidoso na saída do Ministério da Justiça e tentativa de reaproximação por conveniência eleitoral.
- Cristina Graeml: abandono de alianças conservadoras nas disputas municipais recentes de Curitiba.
- Interesses do Paraná: distanciamento das pautas estruturais do estado durante votações estratégicas em Brasília.
“Bem diferente do juiz da propaganda.”
Antecipação do xadrez eleitoral de 2026
O ataque direto desidrata a influência de Sergio Moro junto ao eleitorado conservador e consolida o grupo de Ratinho Jr. como o principal articulador da direita no Paraná. Ao desconstruir a imagem pública do senador, o governador cerca o avanço do União Brasil e redefine os termos de qualquer composição para a sucessão estadual e a corrida ao Congresso Nacional.