O desenho preliminar da disputa pelos governos estaduais no Sudeste expõe a formação de um cinturão de centro-direita altamente competitivo para 2026. Os números colhidos pela pesquisa Quaest indicam que o Republicanos desponta como a legenda com maior tração executiva na região, enquanto o Palácio do Planalto enfrenta dificuldades estruturais para construir palanques competitivos nos maiores colégios eleitorais do país.
São Paulo e Minas: Consolidação conservadora e teto da esquerda
Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera a corrida com 44% das intenções de voto, ampliando a distância sobre o ministro Fernando Haddad (PT), que aparece estagnado com 27%. Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) saltou para 37%, impondo uma vantagem de 21 pontos percentuais sobre o ex-ministro Patrus Ananias (PT), que marca 16%.
- São Paulo: Tarcísio de Freitas (Republicanos) 44% contra 27% de Fernando Haddad (PT); brancos/nulos somam 11% e indecisos 14%.
- Minas Gerais: Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera com 37%, seguido por Patrus Ananias (PT) com 16%, Alexandre Kalil (PDT) com 8% e Mateus Simões (PSD) com 7%.
Rio de Janeiro e Espírito Santo: Força da máquina e empate técnico
No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PSD) lidera o primeiro turno com 36% contra 23% do deputado federal Douglas Ruas (PL). Na simulação sem Anthony Garotinho (Republicanos) — cuja candidatura enfrenta veto jurídico no TRE —, Paes atinge 38% contra 25% de Ruas, demonstrando a polarização direta entre o centro e a base bolsonarista fluminense.
O Espírito Santo apresenta o quadro mais acirrado da região. O atual vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) aparece com 33%, em situação de empate técnico dentro da margem de erro com o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), que soma 31%. O deputado Helder Salomão (PT) figura em terceiro lugar isolado, com 12%.
- Rio de Janeiro: Eduardo Paes (PSD) sustenta vantagem de 13 pontos sobre a aposta do PL, Douglas Ruas.
- Espírito Santo: Disputa polarizada no primeiro turno entre as máquinas estadual (Ferraço) e municipal da capital (Pazolini).
O impacto nas articulações de Brasília
Os dados acendem o sinal de alerta nas cúpulas partidárias em Brasília. O avanço do Republicanos no Sudeste pressiona tanto o PL de Valdemar Costa Neto quanto a federação governista liderada pelo PT a recalumbrarem suas concessões regionais para evitar o isolamento eleitoral nos estados que concentram quase metade do eleitorado nacional.