O presidente nacional do PRTB, Leonardo Avalanche, anunciou nesta quarta-feira (30) sua renúncia formal à candidatura à Presidência da República. A desistência consolida o colapso da estratégia eleitoral da sigla e aprofunda o racha interno provocado pelos recentes movimentos de bastidor em Brasília.
Colapso de chapa e guerra interna
Avalanche alegou entraves técnicos, jurídicos e pessoais para deixar a disputa. A saída ocorre 24 horas após o influenciador Pablo Marçal formalizar aliança com o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, acertando colaboração nas áreas de mobilidade social e empreendedorismo.
“Fico impressionado em ver pessoas de bem apoiarem um cidadão da pseudodireita envolvido em tantos escândalos — entre eles, rachadinha, corrupção e Banco Master.”
Cronologia do desgaste partidário
- 14 de setembro: Tribunal Superior Eleitoral indefere a chapa encabeçada por Pablo Marçal com Leonardo Avalanche de vice.
- Reconfiguração interna: PRTB altera o registro e coloca Avalanche como titular da disputa presidencial.
- 29 de outubro: Marçal sela aproximação formal com a campanha de Flávio Bolsonaro.
- 30 de outubro: Avalanche renuncia à candidatura e decreta neutralidade na corrida ao Planalto.
Impacto na correlação de forças
Ao declarar que não apoiará nenhum concorrente, Avalanche isola a cúpula do PRTB e deixa vago o espaço que o partido tentava ocupar na extrema-direita. A movimentação acelera a redistribuição da base de apoio construída pela chapa original, canalizando forças diretamente para o palanque do PL.