O Palácio Anchieta entrou em estado de alerta. Os novos dados da pesquisa Quaest sobre a sucessão estadual no Espírito Santo confirmam um cenário de empate técnico absoluto na liderança: Ricardo Ferraço (MDB) aparece com 33% das intenções de voto, seguido de perto pelo prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), com 31%.
Números consolidados da corrida ao Palácio Anchieta
Com margem de erro de três pontos percentuais, a disputa revela polarização precoce entre a máquina estadual e a gestão da capital, enquanto a esquerda tenta furar a bolha com Helder Salomão (PT).
- Ricardo Ferraço (MDB): 33%
- Lorenzo Pazolini (Republicanos): 31%
- Helder Salomão (PT): 12%
- Breno Barcelos (Missão): 1%
- Rafael Demuner (UP): 1%
- Brancos/Nulos/Não vai votar: 11%
- Indecisos: 11%
Avanço na espontânea e fator rejeição
Nos bastidores de Vitória e Brasília, o dado que mais chama a atenção dos articuladores é o termômetro da pesquisa espontânea. Lorenzo Pazolini saltou de 10% para 16%, ultrapassando Ferraço, que foi de 9% para 14%. Helder Salomão registra 5%, enquanto o volume de eleitores indecisos caiu de 74% para 61%.
O teto eleitoral também favorece o prefeito republicano neste momento: Pazolini tem rejeição de 24%, índice significativamente menor que os 32% de Ferraço e os 34% de Salomão. Além disso, 37% dos entrevistados afirmam que ainda podem alterar a escolha até o dia da votação.
Cenários de segundo turno
Nas projeções diretas de segundo turno, Ferraço mantém vantagem numérica restrita contra Pazolini, mas ambos derrotam o candidato petista com ampla margem:
- Ferraço 43% x 38% Pazolini (Brancos/Nulos: 8% | Indecisos: 11%)
- Ferraço 54% x 18% Helder Salomão (Brancos/Nulos: 15% | Indecisos: 13%)
- Pazolini 53% x 21% Helder Salomão (Brancos/Nulos: 13% | Indecisos: 13%)
A pauta da segurança e o impacto na estratégia
A segurança pública desponta como a principal preocupação do eleitor capixaba, citada por 35% dos entrevistados, à frente da saúde (28%). O dado pressiona a gestão estadual e oferece tração à narrativa de Pazolini, cuja trajetória política é ancorada na área policial. A aprovação do governo em 54% garante sustentação a Ferraço, mas a consolidação da pauta de ordem pública ditará o ritmo dos confrontos diretos na reta final.