O termômetro eleitoral para o governo do Paraná acendeu o sinal de alerta nas cúpulas partidárias em Curitiba e Brasília. O mais recente levantamento do instituto Neokemp aponta que o senador Sergio Moro (União Brasil) e o deputado estadual Requião Filho (PT) lideram os índices de rejeição entre os eleitores paranaenses para a sucessão estadual.
O peso do veto popular na corrida ao Iguaçu
Em disputas majoritárias, a taxa de rejeição define o teto eleitoral de qualquer projeto político. Os números do Neokemp mostram que tanto Moro quanto Requião Filho carregam desgastes consolidados que dificultam a atração de votos do centro pragmático e de eleitores indecisos.
- Sergio Moro enfrenta desgaste acumulado de sua atuação política pregressa e forte oposição nos polos opostos do eleitorado.
- Requião Filho lida com a herança e o peso do sobrenome político tradicional, gerando antipatia automática em alas conservadoras do interior.
- A alta taxa de rejeição murcha o poder de barganha de ambas as legendas na formação de chapas competitivas.
“Candidato com rejeição acima do patamar crítico precisa gastar o primeiro turno inteiro se explicando, em vez de construir pontes para o segundo turno.”
Estratégia palaciana e nomes alternativos
A polarização dos índices negativos abre espaço para a consolidação de nomes da base governista ligada ao Palácio Iguaçu. Com Moro e Requião Filho pressionados pelos próprios tetos, legendas de centro aceleram conversas de bastidor para lançar candidaturas com menor índice de resistência popular.