Os bastidores jurídicos de Brasília e Curitiba voltaram a ferver com uma nova movimentação estratégica no Supremo Tribunal Federal. Chegou diretamente às mãos do ministro Gilmar Mendes um pedido que pode alterar a correlação de forças da bancada do Paraná e sepultar em definitivo os efeitos eleitorais da Operação Lava Jato no estado.
O atalho processual e a tese de anulação
A investida jurídica foi apresentada em um processo já em tramitação na Corte, sem passar pela autorização prévia da presidência do tribunal. O objetivo é formalizar a nulidade absoluta dos votos atribuídos a Deltan Dallagnol no pleito de 2022, impedindo que a legenda de origem conserve a vaga por cálculo de quociente partidário.
- Petição incidental protocolada diretamente no gabinete do ministro Gilmar Mendes.
- Tentativa de descarte total dos votos obtidos pelo ex-procurador, sem repasse para a legenda.
- Retotalização eleitoral que projeta a entrada imediata da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann.
“A estratégia jurídica visa não apenas a inelegibilidade individual, mas a reconfiguração do tabuleiro paranaense no Congresso Nacional.”
Articulações e próximos passos no STF
Com a matéria sob o crivo de Gilmar Mendes, o processo ganha contornos de confronto decisivo entre a ala garantista da Corte e os remanescentes da Lava Jato. Aliados de Gleisi Hoffmann monitoram a tramitação dia a dia, enquanto a oposição no Paraná articula recursos preventivos para tentar barrar a retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral.