A Justiça Eleitoral aplicou uma multa de R$ 20 mil ao deputado federal Filipe Barros por impulsionamento irregular de conteúdo ofensivo contra Gleisi Hoffmann. A decisão mira a estratégia digital da pré-campanha no Paraná, que ultrapassou os limites legais do debate político.
Disparo pago e violação das regras eleitorais
As apurações da redação apontam que foram investidos R$ 26,5 mil para ampliar o alcance de publicações nas redes sociais. Nas peças patrocinadas, a parlamentar petista era adjetivada como 'covarde' e 'fujona', prática expressamente proibida pelas resoluções eleitorais vigentes.
- R$ 26,5 mil desembolsados para turbinar postagens ofensivas
- R$ 20 mil estipulados pelo tribunal como sanção pecuniária
- Enquadramento por uso indevido de propaganda negativa impulsionada
“A legislação eleitoral autoriza o impulsionamento de conteúdo exclusivamente para promoção propositiva de candidaturas, vedando qualquer tipo de ataque patrocinado contra adversários.”
Desdobramentos na disputa do Paraná
A condenação estabelece um freio judicial na escalada beligerante das redes e força uma readequação no orçamento digital de campanha. O movimento consolida o rigor dos tribunais quanto ao uso de verbas para desgastar concorrentes diretos no tabuleiro eleitoral do estado.