O ministro Edson Fachin decidiu pautar para esta quarta-feira o julgamento que discute a presença e homenagens a símbolos religiosos em espaços públicos, com foco direto no caso de Nossa Senhora Aparecida. A movimentação pegou a ala conservadora da Corte de surpresa e instalou um foco de atrito imediato no plenário.
Bastidores e reação de Kassio Nunes Marques
A inclusão do processo pelo presidente do tribunal gerou descontentamento expresso de Kassio Nunes Marques. Nos corredores do Supremo, o ministro apontou açodamento na escolha da data e questionou a necessidade de antecipar um tema com alto potencial de desgaste político e desgaste com o Congresso Nacional.
- Inclusão sem alinhamento prévio entre os gabinetes da Corte.
- Pressão imediata de bancadas religiosas no Congresso sobre os ministros.
- Risco de novo embate institucional sobre os limites da laicidade do Estado.
“A definição da pauta precisa respeitar o tempo de maturação dos temas sensíveis para evitar ruídos desnecessários entre os poderes.”
Impacto nas articulações em Brasília
Fachin mantém a pauta para consolidar a jurisprudência sobre patrimônio cultural e laicidade estatal. A votação servirá como termômetro da correlação de forças no plenário, em meio a articulações de parlamentares para frear decisões monocráticas e limitar o alcance da pauta de costumes no Judiciário.