O confronto entre remanescentes da Operação Lava Jato e a cúpula do Judiciário em Brasília ganhou nova temperatura neste fim de semana. Deltan Dallagnol contestou abertamente a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que barrou sua candidatura ao Senado, trazendo a público os laços pessoais nos bastidores da Corte.
A conexão de quatro décadas nos bastidores da Corte
A determinação monocrática que suspendeu o projeto eleitoral do ex-deputado federal partiu do ministro Floriano de Azevedo Marques. Aliados de Dallagnol apontam que o histórico de proximidade entre o relator e o ministro Alexandre de Moraes coloca em xeque a neutralidade técnica do processo eleitoral paranaense.
- Veto monocrático assinado no sábado (19) suspendeu o registro de Deltan Dallagnol para a disputa ao Senado.
- Floriano de Azevedo Marques e Alexandre de Moraes mantêm vínculo pessoal e acadêmico declarado há mais de 40 anos, desde os tempos da Faculdade de Direito do Largo São Francisco.
- A movimentação desmonta o tabuleiro eleitoral no Paraná e reorganiza o voto conservador no estado.
“O ministro que decidiu monocraticamente suspender minha candidatura é amigo declarado de Alexandre de Moraes há mais de 40 anos.”
Recursos ao plenário e reorganização no Paraná
A equipe jurídica do ex-procurador prepara recurso direto ao plenário do TSE para tentar reverter a suspensão antes do fechamento definitivo das chapas. Enquanto isso, lideranças partidárias no Paraná já iniciaram articulações para capturar a base de eleitores lavajatistas que fica sem cabeça de chapa com a decisão.