Uma decisão liminar monocrática do ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), travou a campanha de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná neste sábado (19). A medida atinge diretamente a estrutura de rua e o fluxo financeiro da candidatura, mas não exclui o ex-procurador da disputa formal nas urnas eletrônicas.
Efeitos práticos da liminar sobre a corrida eleitoral
A determinação judicial impõe restrições severas às atividades eleitorais do candidato enquanto o mérito da sua elegibilidade não for apreciado pelo plenário da Corte. Os sistemas de votação, contudo, já foram lacrados com os dados do candidato registrados.
- Suspensão imediata de inserções de rádio, televisão e atos públicos oficiais de campanha.
- Bloqueio da utilização de recursos provenientes do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral.
- Manutenção da foto, nome e número de Deltan Dallagnol na urna eletrônica no dia da votação.
- Cômputo dos votos sob a condição de 'sub judice' até a conclusão do julgamento definitivo.
Articulação nos bastidores de Brasília e Curitiba
“A intervenção monocrática a poucos dias da votação altera a dinâmica de forças e gera instabilidade desproporcional para o eleitor paranaense.”
Nos bastidores de Curitiba e do Congresso Nacional, a medida é lida por aliados como uma investida cirúrgica para drenar a tração eleitoral da base lavajatista no Paraná. Adversários locais já recalibram o discurso para tentar capturar os votos do eleitorado de centro-direita antes pulverizado.
Próximos passos e recurso no Plenário
O corpo jurídico do Partido Novo ingressou com agravo regimental para forçar a análise colegiada imediata pelo Plenário do TSE. O objetivo é restabelecer a regularidade dos repasses financeiros e garantir a validação plena dos votos depositados na legenda.