Deltan Dallagnol definiu a estratégia para a disputa ao Senado pelo Paraná: entrar na corrida mesmo sob risco de impugnação para travar o avanço do PT e impedir a eleição da deputada federal Gleisi Hoffmann.
Cálculo obstrutivo e confronto institucional
Em posicionamento formal, o ex-procurador da Lava Jato elevou o tom contra o sistema de Justiça, classificou o ambiente político do país como 'ditadura' e admitiu abertamente o objetivo tático de anular o resultado eleitoral caso o PT vença.
- Bloqueio eleitoral: neutralizar a transferência de votos para a candidatura de Gleisi Hoffmann.
- Aposta na instabilidade: registrar candidatura sob inelegibilidade para judicializar o resultado.
- Efeito colateral: forçar a Justiça Eleitoral a convocar uma nova eleição suplementar no estado.
“O objetivo central é impedir que o projeto petista conquiste a cadeira paranaense no Senado Federal, custe o que custar na esfera jurídica.”
Tensão nos bastidores em Brasília e Curitiba
A manobra de Dallagnol divide a direita paranaense, que teme a fragmentação de votos conservadores. Em Brasília, ministros de tribunais superiores veem a movimentação como afronta direta à jurisprudência eleitoral, garantindo uma blindagem jurídica rápida contra candidaturas já cassadas.