O tabuleiro eleitoral do Paraná para o Senado em 2026 ganha contornos de confronto direto. Dados do Instituto Neokemp colocam Deltan Dallagnol na liderança isolada das intenções de voto, transformando a corrida pela segunda vaga em uma guerra de trincheiras entre o bolsonarismo, o petismo e a máquina do Palácio Iguaçu.
Deltan capitaliza recall e pressiona articulação bolsonarista
A dianteira de Dallagnol confirma a resiliência do voto lavajatista no estado, drenando eleitores que o PL contava como certos. O deputado federal Filipe Barros enfrenta o desafio de consolidar o eleitorado conservador sem bater de frente com o líder da pesquisa, sob risco de fragmentar de vez o campo da direita paranaense.
- Deltan Dallagnol lidera com folga amparado no eleitorado antipetista e independente da capital e polos regionais.
- Filipe Barros corre para unificar as bases bolsonaristas e estancar o avanço do partido Novo.
- Gleisi Hoffmann segura o piso histórico da esquerda, projetando disputa voto a voto pela segunda cadeira.
- Alexandre Curi desponta com tração no interior, impulsionado pelo controle das bases municipais e apoio da ALEP.
O peso da máquina estadual contra o palanque de Lula
A presença de Gleisi Hoffmann na disputa polariza a eleição e garante palanque fixo ao governo federal no estado. Por outro lado, Alexandre Curi movimenta prefeitos e deputados da base de Ratinho Junior para transformar capilaridade institucional em densidade eleitoral, operando como o candidato de centro capaz de herdar o segundo voto.
“O modelo de duas vagas favorece candidatos com baixa rejeição regional. A briga pela segunda vaga será decidida no pragmatismo das prefeituras do interior.”
Desdobramentos em Curitiba e Brasília
As cúpulas partidárias já recalibram estratégias. Enquanto o PT tenta blindar Gleisi de desgastes nacionais, o PSD estadual avalia o momento exato de fechar alianças formais para evitar que o avanço de nomes independentes comprometa o controle político do Paraná na bancada federal.