A disputa pelas duas vagas do Paraná no Senado Federal em 2026 desenha um tabuleiro de alta fragmentação ideológica e peso estratégico em Brasília. Levantamento da redação consolida cinco nomes na linha de frente do eleitorado paranaense.
Os cinco polos da disputa no Paraná
O quadro eleitoral combina heranças do lavajatismo, o peso das bancadas evangélica e conservadora, a capilaridade da Assembleia Legislativa e a militância consolidada da esquerda.
- Deltan Dallagnol (Novo): Capitaliza o eleitorado lavajatista e a pauta anticorrupção nos grandes centros urbanos.
- Alexandre Curi (PSD): Presidente da Alep, agrega a estrutura dos prefeitos do interior e a articulação direta com o Palácio Iguaçu.
- Filipe Barros (PL): Nome de confiança do bolsonarismo institucional, com forte penetração no Norte do estado.
- Gleisi Hoffmann (PT): Unifica a centro-esquerda e conta com o suporte direto do Palácio do Planalto.
- Cristina Graeml (PMB): Explora o voto conservador orgânico e antissistema após desempenho expressivo na capital.
Divisão na direita abre espaço para o centro
A pulverização de votos no campo conservador entre Dallagnol, Barros e Graeml cria um impasse operacional para as lideranças partidárias. Enquanto três candidaturas disputam o mesmo eleitor, candidaturas estruturadas no interior ganham tração.
“A eleição majoritária para duas vagas pune radicalismos isolados e premia quem controla base municipal consolidada.”
Impacto na correlação de forças em Brasília
O resultado definirá o alinhamento da bancada do Paraná nas votações estruturais do Congresso e na composição de comissões estratégicas. As articulações de bastidores já pressionam partidos por federações e coligações que limitem o número de lançamentos avulsos.