O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, consolida sua posição política ao completar cinco meses à frente do Palácio Guanabara. O novo levantamento aponta que 46% dos fluminenses aprovam o desempenho do chefe do Executivo estadual, enquanto a desaprovação recuou para 32%.
Estabilidade e margem para crescimento
Os números indicam estabilidade com viés positivo para Couto, que herdou uma gestão sob forte pressão política e agora busca converter a interinidade em capital eleitoral concreto para 2026. O contingente de eleitores que não souberam avaliar o governo soma 22%, o que representa uma ampla margem de disputa entre governo e oposição.
- Aprovação da gestão: 46% aprovam, 32% desaprovam e 22% não opinaram.
- Conceito do governo: 27% avaliam como ótimo ou bom, 38% como regular e 18% como ruim ou péssimo.
- Indecisos sobre a administração: 16% não souberam classificar a gestão.
- Dados técnicos: 1.204 entrevistas entre 22 e 24 de setembro, margem de erro de 3 pontos percentuais (Registro RJ-02205/2026).
Segurança pública como blindagem e palanque
A estratégia de Couto tem foco central na agenda de segurança, área decisiva para o eleitorado fluminense. O anúncio recente de pacotes de investimento em parceria com forças federais na sede da Polícia Rodoviária Federal serviu para demonstrar alinhamento institucional e responder à principal vulnerabilidade histórica do estado.
“A resposta na segurança pública é o termômetro direto que dita a sobrevida ou o desgaste de qualquer liderança no Palácio Guanabara.”
Articulações em Brasília e o tabuleiro de 2026
Com 38% de avaliação regular e apenas 18% de rejeição direta, Couto força partidos de centro a recalibrarem alianças no Rio. Em Brasília, as bancadas monitoram o avanço do interino, cujo controle sobre a máquina estadual passa a impor barreiras reais aos planos da oposição antes do início formal da corrida eleitoral.