A crise institucional que cerca o Supremo Tribunal Federal atingiu o ponto de inflexão no Congresso Nacional. Líderes partidários em Brasília, com forte apoio da bancada paranaense, articulam uma reformulação profunda na estrutura de competências do tribunal como a única resposta técnica viável para despolitizar os julgamentos da Corte.
O desvirtuamento da corte constitucional
O diagnóstico que une juristas e articuladores do Legislativo é direto: o Supremo deixou de agir estritamente como guardião da Constituição para atuar como tribunal de apelação geral e arena de disputa legislativa secundária. A sobrecarga de processos alimenta decisões monocráticas arbitrárias e fragiliza a segurança jurídica do país.
- Restrição drástica do foro privilegiado para infrações fora do exercício do mandato;
- Proibição de decisões liminares monocráticas que suspendam leis federais;
- Criação de filtros rígidos de repercussão geral para barrar recursos ordinários;
- Devolução de prerrogativas penais comuns à primeira e segunda instâncias da Justiça.
“Enquanto o Supremo julgar de briga de vizinho a recursos penais rotineiros, ele continuará vulnerável a pressões de ocasião e conflitos de poder com o Congresso.”
Resistência do Judiciário e próximos passos
A cúpula do Judiciário prepara ofensiva contra as PECs em tramitação, classificando-as como ataque à independência dos poderes. No entanto, a base parlamentar avalia que o avanço das pautas é irreversível e coloca em teste direto o equilíbrio de forças entre os Três Poderes nos próximos meses.