Ronaldo Caiado abriu confronto direto com o establishment de Brasília ao colocar o coração do poder do Congresso Nacional na mira. Em movimentação coordenada com Gilberto Kassab em São Paulo, o presidenciável do PSD anunciou um plano de choque fiscal que prevê a extinção total das emendas parlamentares impositivas, instrumento que hoje dita a correlação de forças entre o Executivo e o Legislativo.
O plano de choque: trava no PIB e corte nos Poderes
A estratégia econômica apresentada por Caiado visa forçar a redução da taxa Selic para a faixa de 7% e ancorar a inflação entre 3,5% e 4%. Para viabilizar a meta, o plano inclui o envio imediato de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com vigência de 24 meses, impondo um teto rígido às despesas públicas.
- Corte de 100% das emendas parlamentares impositivas.
- PEC emergencial limitando a alta dos gastos a 50% do crescimento do PIB por dois anos.
- Corte linear de 25% nas despesas de todos os Poderes e órgãos independentes.
- Revisão ampla de incentivos fiscais e auditoria via inteligência artificial em programas sociais.
“A causa da taxa de juros alta é o governo irresponsável, que gasta mais do que pode. Já priorizei quais os cortes que darei: 100% das emendas parlamentares impositivas.”
Segurança como arma eleitoral e ataque ao PT
No front da segurança pública, Caiado endureceu o discurso e atacou frontalmente o Palácio do Planalto. O governador defendeu a tipificação de facções criminosas como organizações terroristas, acusando a gestão petista de conivência no combate ao crime organizado e sustentando que o país tem capacidade autônoma para desarticular quadrilhas sem tutela internacional.
A reação dos bastidores em Brasília
A promessa de asfixiar o orçamento próprio de deputados e senadores eleva a temperatura nas bancadas federais. Enquanto atrai o eleitorado conservador e o mercado financeiro com a defesa da autonomia do Banco Central, Caiado assume o risco calculado de comprar briga aberta com o Centrão antes mesmo da abertura formal das urnas.