A coordenação de campanha de Sergio Moro montou uma blindagem jurídica e política para rebater questionamentos sobre a presença de servidores públicos comissionados na estrutura eleitoral. A apuração da redação confirma que a equipe do ex-juiz protocolou esclarecimentos formais sobre o enquadramento do grupo de assessores.
Voluntariado nas férias e cálculo estimativo
Segundo os dados apresentados pela campanha, oito servidores comissionados decidiram atuar de forma voluntária no projeto eleitoral durante seus respectivos períodos legais de férias. Os valores que constam nas prestações de contas não representam desembolso financeiro, mas sim a precificação contábil exigida pela Justiça Eleitoral para mensurar a cessão de mão de obra.
- Oito assessores comissionados integrados formalmente à campanha no Paraná.
- Comprovação de afastamento legal por férias para evitar conflito de horário com o serviço público.
- Declarações registradas exclusivamente como doação estimada em serviços, sem trânsito de dinheiro.
“Os colaboradores exerceram o direito de atuação política voluntária durante o gozo de férias regulares, cumprindo estritamente as resoluções vigentes do TSE sobre estimativa de serviços prestados.”
Articulação jurídica e monitoramento dos adversários
Em Brasília e Curitiba, o movimento é monitorado de perto pelas legendas adversárias, que buscam brechas contábeis para acionar o Ministério Público Eleitoral. O núcleo duro de Moro aposta na rigidez das certidões de férias e nos termos de voluntariado para neutralizar eventuais pedidos de investigação por abuso de poder administrativo.