A investida do governo australiano para obrigar plataformas digitais a exibirem exclusivamente publicações de amigos e conexões diretas recoloca a regulação das Big Techs no radar dos bastidores políticos em Brasília.
O cerco à entrega algorítmica
A medida em debate na Austrália mira o núcleo de monetização das plataformas: os feeds orientados por engajamento algorítmico, que entregam conteúdos de desconhecidos e vídeos virais para reter a atenção do usuário.
- Retorno obrigatório à lógica cronológica e restrita à rede de contatos diretos
- Redução drástica do alcance de conteúdos viralizados artificialmente por sistemas de recomendação
- Imposição de multas pesadas para plataformas que mantiverem a entrega algorítmica compulsória
“O modelo de recomendação transformou redes sociais em canais de transmissão de massa desregulados, substituindo a interação entre usuários pela retenção forçada de atenção.”
Impacto nas articulações legislativas brasileiras
No Congresso Nacional, lideranças que articulam projetos de regulação digital monitoram o modelo australiano como precedente técnico para limitar a distribuição automatizada de conteúdo político em anos eleitorais.