A segurança do processo eleitoral ganhou uma diretriz rigorosa nos bastidores regulatórios de Brasília. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou que todas as concessionárias de distribuição do país apresentem e executem planos especiais de operação para garantir o fornecimento contínuo de energia durante a votação e a totalização dos votos.
Blindagem técnica da transmissão de dados e apuração
A determinação alinha as operações das distribuidoras às exigências logísticas da Justiça Eleitoral. Embora as urnas eletrônicas contem com baterias internas para operação autônoma em caso de queda de luz, a prioridade máxima da Aneel e dos tribunais regionais concentra-se nos cartórios eleitorais, pontos de transmissão de dados e centros de apuração.
- Plantão reforçado e sobreaviso de equipes técnicas nas imediações de zonas eleitorais estratégicas.
- Inspeção prévia obrigatória e manutenção preventiva em alimentadores e subestações que atendem prédios da Justiça Eleitoral.
- Alocação preventiva de geradores móveis em pontos críticos previamente mapeados pelos TREs.
- Canais diretos de comunicação em tempo real entre os centros de operação das distribuidoras e os comitês de segurança eleitoral.
“A continuidade do fornecimento elétrico no dia do pleito é tratada como prioridade de segurança institucional para evitar qualquer ruído na transmissão dos resultados.”
Fiscalização severa sobre as concessionárias estaduais
Nos estados, as concessionárias já iniciaram os testes de redundância para mitigar riscos decorrentes de eventos climáticos severos. A Aneel avisou que o descumprimento das metas de prontidão ou atrasos no restabelecimento de circuitos prioritários acarretarão sanções administrativas e multas pesadas às distribuidoras.