A Polícia Federal cumpre, nesta quinta-feira (24), mandados judiciais contra um grupo criminoso investigado por extração ilegal de areia no leito do Rio Paraná. A Justiça Federal determinou o bloqueio cautelar de até R$ 1,5 bilhão em contas bancárias, ativos financeiros e bens patrimoniais ligados aos alvos.
Medidas judiciais e alcance da operação
Equipes da Superintendência da PF no Paraná realizam buscas para recolher provas documentais, apreender equipamentos de dragagem e identificar outros participantes da estrutura. A apuração aponta que o grupo operava sem licença dos órgãos ambientais e sem autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM).
- Bloqueio judicial de R$ 1,5 bilhão em bens e valores dos investigados.
- Apreensão de dragas, embarcações e maquinário pesado usado no leito do rio.
- Investigação conjunta sobre usurpação de patrimônio da União e lavagem de dinheiro.
Danos ambientais e econômicos
A retirada contínua e clandestina de areia no Rio Paraná provoca o assoreamento de trechos navegáveis, altera a dinâmica das correntes e destrói habitats aquáticos essenciais para a ictiofauna local. Além da degradação ecológica, a comercialização irregular do recurso sonegava tributos e alimentava a cadeia clandestina de insumos para a construção civil.
“A atividade de extração sem controle técnico causa impactos imediatos na calha do rio e configura crime de usurpação de bens públicos federais.”
Desdobramentos e tipificação criminal
Os suspeitos responderão por crimes contra o meio ambiente, usurpação de recursos da União e associação criminosa. Todo o material recolhido durante o cumprimento dos mandados será submetido a perícias técnicas para dimensionar o volume de minério extraído ilegalmente.