A Lituânia decretou alerta de segurança neste fim de semana após identificar a suspeita de um drone russo sobrevoando seu território, o que levou à suspensão temporária dos voos no aeroporto de Vilnius, a capital do país.
Em resposta, a Otan mobilizou um caça a partir da base de Siauliai, no norte do território lituano — ponto onde a força aérea italiana está atualmente baseada como parte da missão de Policiamento Aéreo do Báltico da aliança.
Moradores de Vilnius relataram ter recebido em seus celulares um "Alerta Nível 2" emitido pelo governo, recomendando que a população buscasse locais seguros e evitasse se aproximar de objetos suspeitos.
Apesar da tensão, a maratona que acontecia na cidade não chegou a ser interrompida, segundo confirmaram os organizadores à agência Reuters.
O episódio se soma a uma sequência de incursões de drones relatadas por países ao longo da fronteira leste da Otan, casos que autoridades associam ao conflito iniciado com a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia em 2022.
No mesmo período, a Rússia atacou um caminhão nas proximidades da fronteira entre a Ucrânia e a Polônia. Guardas de fronteira poloneses informaram à Reuters que o posto de travessia de Dorohusk-Yahodyn, a cerca de 800 metros do local atingido, chegou a parar de funcionar por um curto período antes de retomar as operações.
O Ministério da Defesa russo afirmou que o alvo era uma infraestrutura usada para o transporte de cargas militares vindas da Europa em direção ao oeste da Ucrânia — rota pela qual o país recebe armamentos e mercadorias vindos da Polônia, Romênia e Moldávia. Nas últimas semanas, a Rússia intensificou ataques a pontos de passagem usados pela Ucrânia e seus aliados ocidentais, movimento que integra a escalada mútua para desgastar a economia do adversário, mais de quatro anos após o início da guerra.
Já na região de Zaporizhzhia, no sudeste ucraniano e sob controle russo, o presidente da estatal de energia nuclear Rosatom acusou a Ucrânia de atacar caminhões de combustível próximos à usina nuclear local — a maior da Europa, ocupada pela Rússia desde março de 2022 e situada perto da linha de frente. Um porta-voz militar ucraniano não respondeu de imediato ao pedido de posicionamento.
Dentro do território russo, o prefeito de Nizhnekamsk, cidade da região do Tartaristão às margens do rio Volga, relatou que alvos "civis e industriais" foram atingidos por drones ucranianos, deixando ao menos duas mortes e diversos feridos. O prefeito Radmir Belyaev não detalhou quais estruturas foram atingidas, mas a cidade abriga uma grande refinaria de petróleo, já alvo de ataques anteriores.
As autoridades ucranianas não se manifestaram sobre o ataque a Nizhnekamsk, mas confirmaram ter atingido outra refinaria, na região russa de Krasnodar, no sul do país.
Com informações do G1.
