O Parlamento de Kosovo reelegeu Albin Kurti como primeiro-ministro com 62 votos, em uma Casa que tem 120 cadeiras. Antes da votação, ele afirmou que as prioridades do novo mandato serão a segurança e a melhoria das condições de vida da população. "Este mandato é para restaurar com força a segurança e a prosperidade dos cidadãos", declarou, atribuindo à sucessão de eleições no país os prejuízos ao funcionamento do governo.
Apesar da reeleição, o impasse político no país está longe de terminar: ainda não há data definida para a votação que deve escolher o novo presidente da República. No fim de agosto, Kurti havia fechado um acordo com a Liga Democrática de Kosovo (LDK), que tem 18 deputados, para apoiar o professor de Direito Bekim Sejdiu na disputa pela presidência — mas, um dia depois, seis parlamentares da própria LDK anunciaram que não seguiriam a orientação da liderança partidária.
A eleição do novo chefe de Estado exige dois terços dos votos do Parlamento. Ainda que o cargo tenha funções majoritariamente cerimoniais, a falta de consenso pode agravar a crise: caso os parlamentares não consigam eleger um presidente, o país terá de convocar uma nova eleição antecipada — a quarta em apenas dois anos.
A instabilidade política também tem cobrado um preço nas relações externas de Kosovo, um dos países mais pobres da Europa, que busca ingressar na União Europeia. Bruxelas já afirmou repetidamente que o país precisa de instituições estáveis para avançar com as reformas exigidas no processo de adesão, e a sucessão de crises internas vem atrasando tanto essas reformas quanto o acesso a recursos europeus.
A sessão deste domingo também foi marcada por boicotes da oposição: o Partido Democrático de Kosovo (PDK) e a coligação Aliança não compareceram à votação e afirmaram que vão recorrer à Corte Constitucional para questionar se houve violação da lei na formação do Parlamento. A LDK também não participou da votação que confirmou Kurti no cargo.
Com informações do G1.
