O clima da corrida eleitoral subiu de temperatura com a entrada direta da pauta religiosa no centro do debate político. Em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pronunciamento contundente em defesa dos símbolos católicos e das religiões de matriz africana, enquanto o senador Flávio Bolsonaro reagiu em São Paulo classificando acusações contra a oposição como manobra eleitoral.
Declaração contundente no Pará e menção a investigações
Durante agenda de campanha na capital paraense, Lula afirmou categoricamente que não permitirá desrespeito à padroeira do país. O presidente estendeu as críticas a lideranças evangélicas investigadas em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e cobrou transparência sobre movimentações financeiras suspeitas.
“Enquanto eu for presidente da República, ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora Aparecida. Ninguém. As pessoas precisam aprender a respeitar todas as religiões.”
A reação de Flávio Bolsonaro e o ato em São Paulo
Do outro lado, Flávio Bolsonaro rebateu as versões disseminadas nas redes sociais que atribuíam à oposição um plano para revogar o título oficial da santa. O senador afirmou ter tomado conhecimento dos boatos durante uma atividade esportiva em Minas Gerais e comparou a ofensiva política a ataques anteriores contra sua família.
- Rejeição veemente aos boatos sobre alteração do status de Nossa Senhora Aparecida
- Comparação das investidas virtuais ao atentado sofrido pela família em 2018
- Caminhada no centro de São Paulo ao lado de Tarcísio de Freitas erguendo a imagem sacra
Polarização e estratégias de campanha
A disputa pela imagem pública e a influência sobre o eleitorado religioso tornam-se peças determinantes no tabuleiro eleitoral, acelerando a troca de acusações entre os principais grupos políticos do país.