O encerramento do ciclo de 12 meses apurado em agosto de 2026 consolida uma disparidade relevante entre os principais termômetros da locação imobiliária no país. O IGP-M acumulou alta de 2,18%, enquanto o IPCA atingiu 4,22%, abrindo uma margem de dois pontos percentuais na definição dos reajustes contratuais.
O impacto financeiro nos contratos de locação
A oscilação menor do IGP-M reflete a estabilidade nos preços no atacado e nas cotações de commodities agrícolas e industriais, aliviando custos de galpões logísticos e estruturas comerciais ligadas ao agronegócio paranaense. Em contrapartida, o IPCA reflete a pressão direta no custo de vida urbano.
- IGP-M acumulado em 12 meses (até agosto/2026): 2,18%
- IPCA acumulado em 12 meses (até agosto/2026): 4,22%
- Contrato base de R$ 2.500 pelo IGP-M: sobe para R$ 2.554,50 (+R$ 54,50)
- Contrato base de R$ 2.500 pelo IPCA: sobe para R$ 2.605,50 (+R$ 105,50)
- Contrato de R$ 5.000 pelo IGP-M: vai para R$ 5.109,00 (+R$ 109,00)
- Contrato de R$ 5.000 pelo IPCA: vai para R$ 5.211,00 (+R$ 211,00)
“O descolamento entre índices exige atenção do investidor: contratos comerciais atrelados ao IGP-M mantêm competitividade operacional, enquanto a moradia urbana sofre o repasse do IPCA.”
Mercado imobiliário em Curitiba e a força regional
Na capital paranaense, o metro quadrado residencial para locação segue sustentado pela liquidez financeira gerada pelo interior do estado e pela dinâmica de exportação via Porto de Paranaguá. O valor médio do aluguel em Curitiba gira em torno de R$ 38 a R$ 45 por metro quadrado em áreas centrais e eixos comerciais, tornando a escolha do índice um fator decisivo na rentabilidade final de fundos e proprietários.
Como aplicar a correção no aniversário do contrato
Para calcular o novo valor, multiplica-se o aluguel vigente pelo fator de reajuste correspondente ao mês de aniversário (1 + percentual acumulado dividido por 100). Em contratos com cláusula de livre negociação, a aplicação do menor índice tem sido a praxe para conter a vacância de imóveis.