O mercado financeiro encerrou a quinta-feira com forte aversão ao risco. O dólar comercial avançou 0,48%, cotado a R$ 5,193, impulsionado pela perspectiva de juros altos por mais tempo nos Estados Unidos e pelo salto nas cotações internacionais do petróleo. O movimento sincronizado derrubou o Ibovespa e acendeu o alerta nos setores produtivos exportadores.
Impacto na cadeia de grãos e no Porto de Paranaguá
No agronegócio paranaense, a valorização da moeda americana traz uma dinâmica de dois gumes. Se por um lado melhora a receita nominal da saca de soja e do milho cotados em Chicago para embarque no Porto de Paranaguá, por outro lado a disparada do petróleo encarece imediatamente o frete rodoviário, pressionando o custo total da originação até os terminais graneleiros.
- Dólar comercial fecha a R$ 5,193 com alta diária de 0,48%
- Combustíveis em alta afetam o custo do frete no corredor logístico paranaense
- Fertilizantes e insumos importados para a próxima safra sofrem repique cambial
- Ibovespa recua pressionado pela fuga de capital para títulos do Tesouro dos EUA
“O produtor que não travou custos de frete e insumos agora enfrenta margens comprimidas, mesmo com a alta nominal da commodity na conversão cambial.”
Perspectivas para investidores e produtores
Para as próximas semanas, a atenção se concentra nas decisões de política monetária do Federal Reserve e nos desdobramentos geopolíticos sobre a oferta de óleo bruto. A recomendação para o setor agroindustrial é acelerar estratégias de hedge cambial e travar contratos logísticos antes de novas correções nas refinarias.