O vereador Edinalvo Lima Venturi (MDB) e o secretário municipal de Cultura, Pedro Henrique da Silva Mota, ambos de Xambrê, no noroeste do Paraná, foram presos preventivamente nesta sexta-feira (11).
A prisão dos dois faz parte de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga exploração sexual, importunação sexual e produção e armazenamento de material de abuso sexual contra crianças e adolescentes.
Segundo o delegado do Gaeco de Umuarama, Matheus Prado Rodrigues, já foram identificadas ao menos 16 vítimas no caso.
"Ficou evidenciado que um desses investigados se valia da sua atividade funcional, exercida junto à secretaria do município. Também, ele exercia atividades eclesiásticas na sua instituição religiosa e se valia disso para se aproximar de adolescentes daquela localidade, prometia vantagens em dinheiro ou outras formas de vantagens. Esses dois alvos costumavam compartilhar informações a respeito desses adolescentes", explicou o delegado.
Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, dois de busca pessoal e dois de prisão preventiva, com apreensão de documentos, anotações e aparelhos celulares; uma terceira pessoa foi presa em flagrante por posse de munição ilegal, sem identificação divulgada.
Curiosamente, o caso veio à tona por acaso: em março, uma operação anterior do Gaeco apurava fraudes em contratos administrativos e apreendeu o celular de um dos presos desta sexta-feira; foi ao periciar o aparelho que os investigadores encontraram indícios dos crimes contra menores.
A Prefeitura de Xambrê exonerou Pedro Henrique nesta sexta-feira. A defesa dos suspeitos foi procurada pela reportagem, mas não respondeu até a publicação.
O MDB nacional, em conjunto com o diretório paranaense do partido, decidiu pela expulsão imediata do vereador; o presidente do diretório estadual, deputado federal Sergio Souza, afirmou repudiar "com veemência qualquer forma de violência" e disse que o partido acompanhará os desdobramentos, podendo adotar medidas ético-disciplinares previstas no estatuto partidário caso haja condenação ou comprovação de conduta incompatível.
Em nota, a Câmara Municipal de Xambrê afirmou repudiar qualquer forma de abuso, violência ou exploração sexual infantil, defendeu que o devido processo legal seja respeitado e manifestou solidariedade às possíveis vítimas e a seus familiares.
Com informações do G1.
