O Paraná soma mortes, moradores fora de casa, comunidades isoladas e milhares de imóveis danificados depois de mais de 24 horas seguidas de temporais. Desde quarta-feira (9), pelo menos 30 cidades foram atingidas, segundo a Defesa Civil estadual.
Um relatório do órgão, divulgado às 11h30 desta sexta-feira (11), contabiliza 5.482 pessoas afetadas em 34 municípios, além de 26 desalojados, uma pessoa desabrigada, três mortes e 1.130 casas danificadas. Dois tornados também atingiram o estado nos últimos dias.
Em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, mãe, filho e padrasto foram encontrados mortos, soterrados na mesma cama, depois que um barranco desabou sobre a casa onde dormiam, por volta das 8h40 de quinta-feira (10), no bairro Ronda.
Já os dois tornados, confirmados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) entre o fim da tarde de quarta e a madrugada de quinta, atingiram os municípios de Francisco Alves, no Noroeste, e Espigão Alto do Iguaçu, no Oeste do estado.
Em Francisco Alves, cerca de dez produtores rurais tiveram prejuízos; em Espigão Alto do Iguaçu, duas escolas foram atingidas e uma área de plantio de eucaliptos ficou destruída. Já em Dois Vizinhos, no Sudoeste, mais de 600 casas perderam o telhado por causa do granizo, levando moradores a buscar lonas para proteger os imóveis.
Cerca de 10 mil imóveis paranaenses ainda estavam sem energia elétrica nesta sexta-feira; a Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou que segue trabalhando no restabelecimento do fornecimento nas áreas atingidas. O Inmet mantém o alerta vermelho para temporais no estado até este sábado (12), e um gabinete de crise do governo estadual acompanha a situação para coordenar a resposta.
Desde quarta-feira, os temporais causaram queda de árvores, alagamentos, destelhamentos e prejuízos a plantações em diversas regiões. Em Curitiba, uma casa no bairro Pilarzinho precisou ser interditada depois que parte de sua estrutura desabou sobre um córrego, obrigando os moradores a deixar o imóvel.
No Oeste do estado, Ramilândia foi um dos municípios mais castigados pelo granizo: mais de 250 casas perderam o telhado e outras 50 tiveram perda total, segundo a Defesa Civil local. Em Toledo, a chuva de granizo com vento também destelhou residências e derrubou um muro, sem deixar feridos.
Em Matelândia, cerca de 100 residências foram afetadas, postes de energia ficaram danificados e escolas perderam parte da cobertura. Já em Fernandes Pinheiro, na região Central, comunidades ficaram isoladas pela chuva, o que também prejudicou o transporte escolar rural — situação semelhante à de Guaraniaçu, no Oeste, onde a prefeitura suspendeu aulas e transporte escolar nesta sexta-feira em razão da previsão de mais chuva.
Com informações do G1.




