Registros em vídeo e relatórios da Polícia Federal apontam que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e sua esposa, a advogada Viviane Barci, utilizaram aeronaves vinculadas a empresas do banqueiro Daniel Vorcaro. A apuração integra autos com sigilo levantado pelo ministro André Mendonça.
Contrato de R$ 50 milhões e dação em pagamento
De acordo com os relatórios policiais, o jatinho Embraer Legacy 650, prefixo PP-NLR, foi negociado como parte do pagamento de um contrato de honorários advocatícios entre a empresa Viking Participações e o escritório Barci de Moraes. A minuta previa a entrega de cotas de aeronaves e custeio de despesas operacionais.
- Aeronaves citadas: Jato Legacy 650 e helicóptero Airbus EC 155 B1 vinculados à Prime Aviation.
- Estrutura financeira: R$ 40 milhões em dação de ativos e R$ 10 milhões em reembolso de custos operacionais.
- Registros de voo: Viagens identificadas entre Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.
Comunicações interceptadas pela PF
Trocas de mensagens revelam tratativas diretas sobre a disponibilidade dos veículos aéreos. Em diálogos de julho de 2025, interlocutores confirmam o uso prévio de aviões e helicópteros antes da formalização definitiva das transferências societárias na Junta Comercial.
“A contratação dos serviços de táxi aéreo segue critérios operacionais e não envolve qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos. O escritório reitera que não realizou aquisição de cotas da empresa.”
Manifestação da defesa e desdobramentos
O escritório Barci de Moraes sustenta que contrata serviços regulares de táxi aéreo com diferentes fornecedores e nega voos compartilhados com o empresário investigado. O processo segue sob análise no Supremo Tribunal Federal.