Uma passageira de 59 anos foi violentamente agredida e jogada na calçada por um motorista de aplicativo durante uma corrida na noite de quinta-feira (1º), em Curitiba. O ataque ocorreu na Avenida Presidente Wenceslau Braz, no bairro Fanny, após a vítima embarcar no Tatuquara com destino a outro ponto da capital.
Desvio de trajeto e agressão física
Segundo o boletim de ocorrência registrado pela vítima, Elétia Gomes, o condutor anunciou que faria um desvio de rota para usar o banheiro. Temendo pela segurança por se tratar de um ponto escuro e deserto por volta das 22h, a passageira solicitou que ele não parasse naquele local. O motorista cancelou a viagem, abriu a porta traseira e a retirou à força.
“Ele parou o carro e falou pra mim que precisava ir ao banheiro. Eu falei: 'mas não vou ficar aqui sozinha'. Ele cancelou a corrida, veio até a minha porta, eu soltei o cinto, começou a me puxar pelos cabelos e eu fiquei presa. Ele me puxa com muita força o tempo todo, me xingou, me tira pelos cabelos e me joga no chão.”
Câmeras de monitoramento instaladas na via flagraram o momento em que a mulher é arrastada do banco traseiro e arremessada contra o pavimento. Antes da fuga do agressor, a vítima conseguiu fotografar a placa do automóvel e os dados do condutor cadastrados no aplicativo.
Constatação de lesões e ação da Polícia Militar
- A Polícia Militar (PM-PR) foi acionada e realizou buscas imediatas no bairro Fanny e imediações, mas o suspeito não foi localizado.
- A vítima foi encontrada com sangramento no joelho, escoriações pelo braço, calça rasgada e perda de tufos de cabelo.
- A passageira realizou exame de corpo de delito na Polícia Científica do Paraná para comprovar a materialidade das lesões corporais.
Inquérito policial e resposta da plataforma
A passageira prestou depoimento formal à Polícia Civil do Paraná (PC-PR), que instaurou inquérito para apurar os crimes de agressão e lesão corporal. A Uber informou que baniu o motorista da plataforma, reativou a conta da passageira — que havia sido temporariamente retida por denúncia indevida do condutor — e acionou a apólice de seguro para prestar assistência à usuária, permanecendo à disposição das autoridades.