Detido desde fevereiro de 2022 na Tailândia por tráfico internacional de drogas, o paranaense Jordi Vilsinski Beffa, de 28 anos, foi libertado após receber o perdão real concedido pela monarquia daquele país. O jovem deixou a unidade prisional e iniciou os trâmites para retornar ao Brasil.
Prisão em flagrante e risco de pena severa
Jordi foi preso no Aeroporto Internacional Suvarnabhumi, em Bangcoc, ao desembarcar transportando cocaína oculta em bagagens. A Tailândia possui uma das legislações mais rigorosas do mundo contra o narcotráfico, prevendo condenações que variam de longos anos de reclusão à prisão perpétua e pena de morte.
- Fevereiro de 2022: Prisão em flagrante no desembarque em Bangcoc com entorpecentes
- Legislação local: Enquadramento em artigos de segurança nacional com penas capitais
- Clemência monárquica: Redução e extinção da pena por decreto real comemorativo
- Desfecho: Alvará de soltura expedido e ordem de repatriação imediata
Mecanismo da anistia real tailandesa
A concessão de perdão ocorre periodicamente por decreto do rei Maha Vajiralongkorn em datas celebrativas da monarquia. O benefício atinge detentos que cumprem critérios disciplinares e de tempo de pena, convertendo o restante da punição em deportação imediata para o país de origem.
“A medida de clemência extingue a execução penal local e impõe o cancelamento do visto, seguido de deportação definitiva e banimento de reingresso no país.”
Trâmites consulares e chegada ao Paraná
A repatriação envolve a emissão de documentos de viagem pelas autoridades diplomáticas e o custeio da logística aérea de retorno. Jordi desembarca em território brasileiro nos próximos dias, sem pendências processuais ativas no sistema penitenciário asiático.