Uma ofensiva direta contra o mercado clandestino de apostas online começou a retirar do ar milhares de plataformas em todo o território nacional. Em Curitiba e na Região Metropolitana, consumidores que utilizam serviços de apostas digitais já encontram instabilidades e restrições de acesso provocadas pelo início da execução das medidas de bloqueio.
Bloqueios massivos e prazo para retirada de lojas virtuais
O Ministério da Justiça formalizou o pedido de suspensão de 5.209 sites de apostas por meio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Paralelamente, 186 aplicativos hospedados nas lojas Google Play e Apple App Store receberam notificação formal para exclusão até o dia 6 de outubro.
- 5.209 endereços web com ordens de bloqueio enviadas aos provedores de internet.
- 186 aplicativos com prazo limite de remoção até 6 de outubro.
- 390 perfis e páginas derrubados no Facebook e Instagram.
- Mais de 1 milhão de usuários alcançados em grupos monitorados no Telegram.
- Oito grandes plataformas digitais notificadas com prazo de dez dias para remover anúncios ilegais.
Rastreio financeiro e proteção ao consumidor
O Banco Central foi acionado para mapear o fluxo de pagamentos e impedir a evasão de divisas por empresas notificadas. Ao todo, 63 processos administrativos foram instaurados para confisco de valores ilícitos, cujos recursos serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública.
“O rastreamento da cadeia financeira visa conter a dissipação de ativos e garantir que o capital movimentado irregularmente retorne como investimento direto em segurança.”
Balanço de apreensões e impacto na segurança
O histórico de investigações da Polícia Federal contabiliza 12 operações especiais dedicadas ao setor, resultando em 73 mandados de busca e apreensão, 15 prisões e o sequestro de R$ 4,17 bilhões em bens e valores distribuídos em sete estados.