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Mulheres são 53% do eleitorado no Paraná e definem a disputa ao governo

Com mais de 4,4 milhões de eleitoras e 23% de indecisas, voto feminino pressiona candidatos por creches, saúde e segurança na Grande Curitiba.

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Mais de 8,4 milhões de paranaenses vão às urnas no dia 4 de outubro para definir a nova composição do Palácio Iguaçu, Senado e Assembleias. No centro da disputa está o voto feminino: 53% do eleitorado do estado é composto por mulheres, que somam 4.443.232 votantes. A última pesquisa Quaest aponta que 23% das eleitoras ainda não escolheram candidato ao governo, representando a maior taxa de indecisão do pleito.

Peso do eleitorado em Curitiba e Região Metropolitana

A capital paranaense concentra o maior colégio eleitoral do estado, com 1.375.015 pessoas aptas a votar. Na Região Metropolitana, São José dos Pinhais se destaca com 218.198 eleitores. O perfil predominante no estado é de mulheres entre 40 e 44 anos, faixa que vivencia diretamente gargalos em serviços de creche, transporte público e segurança nos bairros.

  • Total de eleitores no Paraná: 8.411.481
  • Mulheres: 4.443.232 (53%)
  • Homens: 3.968.226 (47%)
  • Curitiba: 1.375.015 eleitores
  • São José dos Pinhais: 218.198 eleitores

Segurança pública e combate ao feminicídio

O Paraná é o terceiro estado brasileiro em registros de feminicídio. Apenas no primeiro semestre de 2026, 55 mulheres foram assassinadas no estado, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública. O tema pauta os planos de governo submetidos ao Tribunal Superior Eleitoral.

“Com 55 feminicídios no primeiro semestre de 2026, a segurança e a resposta rápida da rede de proteção tornaram-se demandas centrais na corrida eleitoral do Paraná.”

Para conter a violência, os candidatos apresentam modelos distintos de resposta policial e acolhimento:

  • Sandro Alex (PSD): Propõe o projeto 'Paraná contra o feminicídio', botão do pânico para vítimas, ampliação da Patrulha Maria da Penha e expansão da Casa da Mulher Paranaense, além do auxílio emergencial do Programa Recomeço.
  • Sergio Moro (PL): Foca na ampliação da Patrulha Maria da Penha, integração de dados com inteligência artificial para identificar riscos e protocolo padronizado entre forças de segurança, saúde e assistência.
  • Tayná Miessa (UP): Defende Delegacias da Mulher 24 horas presenciais, ampliação de abrigos e casas de passagem, assistência financeira de até 12 meses para vítimas e brigadistas de igualdade nos bairros.
  • Requião Filho (PDT): Planeja descentralizar o atendimento policial especializado, criar centros integrados nos moldes da Casa da Mulher Brasileira e aderir ao Pacto Nacional Contra o Feminicídio.
  • Samuel Mattos (PSTU): Propõe Delegacias da Mulher 24h em todas as comarcas, centros de referência regionais, casas-abrigo e punições agravadas quando o crime for cometido por agentes estatais.
  • Luiz França (Missão): Defende análise de causas e metas policiais, mas questiona o uso do Fundo Paraná de ciência para bancar atendimento jurídico e psicológico sem indicar nova fonte orçamentária.

Saúde especializada, creches e suporte à rotina nos bairros

A rotina nos bairros de Curitiba e cidades vizinhas depende de transporte eficiente e acesso a vagas escolares. Na educação infantil e suporte ao cuidado, Sergio Moro prevê apoio estadual para expansão de creches municipais. Samuel Mattos e Tayná Miessa propõem obras para construção massiva de creches, escolas de tempo integral, restaurantes comunitários e lavanderias públicas para reduzir a sobrecarga doméstica.

No setor da saúde, Requião Filho propõe novos hospitais regionais com maternidades de alto risco e oncologia pelo SUS. Sandro Alex detalha exames de ultrassom morfológico, tratamento de endometriose e reprodução assistida na Rede Materno-Infantil. Sergio Moro prevê foco no rastreamento precoce de câncer de mama e colo do útero, enquanto Samuel Mattos defende a garantia de aborto legal e seguro na rede pública.

Geração de renda e representatividade política

Para a economia, os planos abordam desde a continuidade do Banco da Mulher Paranaense (Sandro Alex) até fiscalização salarial contra disparidades de gênero e intermediação no Sine (Tayná Miessa). O candidato Adriano Funileiro (PCO) pautou aposentadoria feminina aos 25 anos de serviço, tema de competência federal. Alexandre Salomão (Mobiliza) limitou as menções femininas à atuação de sua vice, Daiana Criminacio, em São José dos Pinhais. O cenário de candidaturas conta com apenas uma mulher concorrendo ao cargo principal de governadora e duas ao posto de vice.

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