Em viagem oficial a Nova York para a Assembleia Geral da ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva contestou a política comercial de Donald Trump e afirmou que o Brasil adotará medidas de reciprocidade econômica caso as negociações bilaterais não avancem.
Setores produtivos sob pressão das novas alíquotas
As barreiras tarifárias estabelecidas pelo governo dos Estados Unidos atingem 37,5% sobre itens estratégicos da pauta exportadora brasileira. A medida impacta cadeias industriais e o agronegócio, com reflexos diretos na produção e distribuição de insumos.
- Taxa de 25% ancorada na Seção 301, motivada por divergências em regulação digital, PIX e etanol.
- Alíquota extra de 12,5% sob alegações de fiscalização trabalhista.
- Prejuízo direto às exportações de maquinário agrícola e combustíveis.
- Isenções mantidas para café, carne bovina e celulose.
“Enquanto nós estivermos na mesa de negociações, não há por que aplicar a lei de reciprocidade. Mas, se não tiver acordo, vamos ter que aplicar.”
Plano de reciprocidade e contexto diplomático
A equipe econômica mapeia uma lista de produtos norte-americanos que receberão sobretaxas equivalentes para proteger o mercado interno. Consultas formais foram abertas na Organização Mundial do Comércio para contestar a legalidade das barreiras.
Próximos passos
O governo federal mantém reuniões bilaterais durante a cúpula da ONU nesta terça-feira para tentar suspender as taxas antes de publicar o decreto com as contrapartidas comerciais.