A investigação sobre a morte de um aluno piloto no Paraná teve uma reviravolta técnica nesta semana. O novo laudo pericial da Polícia Científica confirmou a presença de fenol nas roupas que a vítima usava no momento do tradicional banho de óleo comemorativo pelo primeiro voo solo.
Toxicidade extrema e absorção pela pele
O fenol é um composto orgânico industrial corrosivo, de uso restrito, com alto poder de penetração cutânea e capacidade de provocar colapso cardiovascular e falência de múltiplos órgãos em curto espaço de tempo. O contato direto com o tecido saturado acelerou a intoxicação sistêmica do jovem.
- Substância identificada: Fenol em concentração tóxica no tecido das roupas.
- Mecanismo de ação: Absorção dérmica rápida com queimações químicas e danos renais imediatos.
- Contaminação do material: O óleo usado no trote estava misturado a solventes industriais proibidos para contato humano.
Desdobramentos da investigação policial
A equipe de reportagem apurou que os agentes concentram agora os trabalhos no rastreamento do lote de combustível e fluidos descartados que foram aplicados durante o trote. Os responsáveis pelo manuseio e pelo armazenamento do composto nos hangares serão chamados para novos depoimentos.
“A constatação pericial de fenol altera a linha investigativa e direciona a apuração para a manipulação indevida de substâncias químicas controladas.”
Fiscalização e regras para aeroclubes
O caso deflagrou vistorias em escolas de aviação civil do estado para barrar práticas informais de trote com materiais inflamáveis ou tóxicos. A Polícia Civil deve concluir o inquérito após a confrontação dos depoimentos com as amostras químicas recolhidas no local.