Um jato executivo de alta autonomia entrou no centro das atenções após ter sido utilizado pelo senador Flávio Bolsonaro e pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em viagens distintas. A aeronave, operada por empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, é alvo de apurações da Polícia Federal relativas à transferência e gestão de bens de alto valor.
Capacidade e estrutura da aeronave
O modelo utilizado pelas autoridades é um Legacy 650, fabricado pela Embraer em 2012, projetado para voos de longa distância com alto padrão de conforto.
- Capacidade: 13 passageiros e 3 tripulantes
- Autonomia de voo: até 7.200 km sem escalas
- Velocidade de cruzeiro: cerca de 850 km/h
- Identificação: Prefixo PP-NLR
Rotas e investigações da Polícia Federal
Em 19 de janeiro de 2025, o senador Flávio Bolsonaro utilizou o jato para retornar dos Estados Unidos a Brasília, acompanhado da família e do advogado Willer Tomaz. Meses depois, em agosto do mesmo ano, a mesma aeronave atendeu ao ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci.
A Polícia Federal mapeou negociações envolvendo a cessão do avião como parte de honorários advocatícios em contratos que somam R$ 50 milhões, envolvendo empresas de participações atribuídas à gestão de ativos de Vorcaro.
“Willer Tomaz não conhece Daniel Vorcaro, jamais esteve com ele e nunca celebrou com ele qualquer negócio, de qualquer natureza. A venda da cota de terceiro ocorreu sem conhecimento prévio.”
Situação jurídica e manifestações
A defesa de Willer Tomaz informou que ingressou com litígio formal contra a operadora Prime You após tomar conhecimento das cessões de cotas. Flávio Bolsonaro declarou publicamente que viajou a convite de Tomaz quando o controle pertencia ao advogado, enquanto as apurações federais continuam a analisar os contratos de cessão de bens.