A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) concluiu o inquérito sobre o assassinato de Thaissa de Oliveira Marques, de 21 anos, morta durante o expediente em uma academia que se preparava para inauguração em Londrina. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou Gabriel de Andrade, também de 21 anos, por tentativa de estupro e feminicídio qualificado por meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Monitoramento da vítima e premeditação
A apuração policial confirmou que o agressor esteve no estabelecimento três dias antes do homicídio alegando interesse em vagas de trabalho e na estrutura do local. No mesmo dia da primeira abordagem, Thaissa enviou mensagens de áudio a um amigo relatando desconforto com a insistência e as visitas recorrentes do suspeito.
- Faca e corda utilizadas no crime foram levadas pelo agressor e não pertenciam ao estabelecimento.
- Thaissa foi atingida por 44 facadas após reagir à investida sexual.
- Áudios gravados pela jovem dias antes confirmam a aproximação prévia e insistente do autor.
“O homem declarou que pretendia estuprá-la e, ao não conseguir consumar o ato, cometeu o assassinato.”
Tentativa de despiste e prisão
Após o ataque, o suspeito fugiu ferido na mão e acionou populares em uma via próxima, afirmando ter sido vítima de um roubo. Enquanto equipes da Polícia Militar e do Samu realizavam o atendimento da suposta ocorrência de assalto, trabalhadores que entraram na academia encontraram marcas de sangue e o corpo da jovem. Confrontado pelas equipes no local de atendimento médico, Gabriel confessou a autoria do crime.
Encaminhamentos processuais
O acusado permanece preso preventivamente. A defesa técnica do réu analisa a íntegra do inquérito para manifestação nos autos, enquanto os advogados da família da vítima solicitaram a inclusão de qualificadoras complementares na denúncia formal.