Em debate promovido nesta sexta-feira (25), candidatos ao Senado travaram discussões diretas sobre o avanço de facções em serviços essenciais, a gestão de concessões urbanas, mudanças nas regras trabalhistas e a proteção de cidades contra desastres climáticos.
Segurança e risco de infiltração no transporte público
A atuação do crime organizado na infraestrutura urbana abriu o confronto de ideias. Simone Tebet alertou para investigações que apontam a presença de facções no sistema de transporte coletivo municipal e cobrou ações firmes para impedir a expansão dessas estruturas nos órgãos públicos.
“O Senado vai ter que fazer o que, lamentavelmente, o Supremo não vai fazer, que é defender os interesses públicos, o dinheiro do povo brasileiro e colocar ordem nessa bagunça toda, moralizando e punindo a corrupção no Brasil.”
Marina Silva e Soninha Francine defenderam o estrangulamento financeiro das organizações criminosas com o bloqueio de bens e maior integração de inteligência. Geraldo Rufino destacou a necessidade de o poder público levar saneamento, educação e oportunidades às periferias antes do avanço do aliciamento de jovens.
Serviços essenciais, encostas e prevenção climática
Os impactos no dia a dia da população e a qualidade dos serviços concedidos foram colocados no centro das cobranças ao poder público:
- Revisão de contratos de concessão de energia elétrica e saneamento para garantir atendimento básico e punir falhas.
- Obras urgentes de drenagem e contenção de encostas voltadas a municípios com alto índice de vulnerabilidade climática.
- Ações de proteção a nascentes e margens de rios contra poluição, desmatamento e ocupações irregulares.
- Erradicação de áreas com esgoto a céu aberto nas comunidades para conter riscos sanitários.
Fim da escala 6×1, trabalho por aplicativo e ensino
O debate econômico concentrou divergências sobre a jornada de trabalho. Simone Tebet defendeu a extinção da escala 6×1 associada à desoneração da folha para pequenas empresas, além de cobertura previdenciária a trabalhadores de aplicativos. Soninha Francine apontou a necessidade de flexibilizar contratos formais diante do aumento do trabalho autônomo precário, e Marina Silva vinculou a geração de emprego ao aumento da produtividade.
Na educação, as prioridades abrangeram a expansão de creches, integração com o ensino profissionalizante, ampliação do modelo de bolsas estudantis e críticas à plataformização digital excessiva nas salas de aula.
Rastreabilidade de emendas e transparência
O encerramento do encontro destacou a cobrança pelo fim do sigilo nas emendas parlamentares, com defesas de regras duras de rastreabilidade para impedir o desvio de verbas destinadas a obras e saúde nos municípios.