O debate entre os concorrentes ao Governo do Distrito Federal colocou em pauta temas centrais de gestão pública: capacidade orçamentária, expansão da malha sobre trilhos, programas de saúde e índices de violência. O confronto expôs divergências estatísticas e dados fiscais cruciais para a administração do DF.
Orçamento histórico e alertas de déficit fiscal
A situação financeira do Distrito Federal concentrou discussões sobre a real disponibilidade de recursos para investimentos e custeio da máquina pública nos próximos anos.
- Orçamento recorde em 2026: previsão de R$ 74,4 bilhões (sendo R$ 45 bilhões de receita própria e R$ 28 bilhões do Fundo Constitucional), avanço de 54% na comparação com 2022.
- Projeção de déficit: balanço financeiro apontou estimativa inicial de rombo de R$ 6 bilhões nas contas públicas durante o primeiro semestre.
- Meta de ajuste: a gestão econômica distrital trabalha com a meta de reverter o déficit estimado e buscar superávit de R$ 3 bilhões.
“Hoje, nossa projeção é trocar um déficit de R$ 6 bilhões por um superávit de R$ 3 bilhões.”
Custo das obras de expansão do metrô
A mobilidade urbana gerou debate sobre o valor real das obras metroviárias. O custo por quilômetro varia significativamente de acordo com o traçado, densidade urbana e tipo de solo, superando estimativas simplificadas em contratos recentes:
- Expansão Samambaia: 3,6 km licitados por cerca de R$ 400 milhões (média de R$ 111 milhões por quilômetro).
- Linha 2 (Gama e Santa Maria ao Plano Piloto): projeto de 79,8 km com custo estimado em R$ 20,3 bilhões (R$ 254,3 milhões por quilômetro).
- Expansão Setor O (Ceilândia): contrato de R$ 844,5 milhões para 2,3 km de trilhos (R$ 367,1 milhões por quilômetro).
Indicadores de segurança pública e crimes patrimoniais
O histórico de violência no DF e as métricas recentes de criminalidade também foram confrontados com dados oficiais das forças de segurança.
- Histórico de homicídios: Brasília figurou na 49ª posição entre as cidades mais violentas do mundo em levantamento internacional de 2012, saindo da lista no levantamento seguinte.
- Feminicídios: aumento de 28% nos registros recentes, subindo de 22 para 28 ocorrências anuais.
- Crimes contra o patrimônio: roubos de celular recuaram de 8.170 para 6.709 casos no comparativo anual; furtos caíram de 14.259 para 13.582 no mesmo intervalo.
Origem de programas na saúde pública
No campo dos serviços essenciais, o atendimento domiciliar foi lembrado: o programa Saúde em Casa foi oficialmente criado e integrado à rede distrital de saúde entre os anos de 1997 e 1998, tornando-se política consolidada no atendimento básico local.