Curitiba confirmou na prática um de seus apelidos mais conhecidos. O balanço pluviométrico aponta que a capital paranaense teve apenas 79 dias completamente secos, somando um acumulado que equivale a cerca de seis meses contínuos de chuva.
Impactos na mobilidade e na infraestrutura urbana
A frequência das chuvas altera a rotina dos curitibanos e pressiona os serviços municipais. O excesso de umidade afeta desde a fluidez do tráfego até o cronograma de obras estruturais nas dez administrações regionais.
- Aumento no tempo de deslocamento nas canaletas de ônibus, vias rápidas e Linha Verde devido ao asfalto molhado.
- Atrasos no cronograma de recapeamento asfáltico e manutenção de pavimentação nos bairros periféricos.
- Solo saturado, elevando o risco de quedas de galhos, árvores e solapamento de encostas próximas a rios urbanos.
- Sobrecarga nos canais de atendimento para desobstrução de bueiros e galerias pluviais.
“O solo encharcado não drena a água com a mesma velocidade. Em períodos de chuva contínua, o risco de alagamentos pontuais e quedas de árvores aumenta mesmo sem temporais severos.”
Recomendações e canais de emergência
A Defesa Civil Municipal mantém monitoramento constante nas bacias dos rios Belém, Barigui e Iguaçu. Motoristas devem redobrar a distância de frenagem em dias de pista molhada. Em casos de emergência com alagamentos, destelhamentos ou quedas de árvores, a população deve acionar o telefone 199 (Defesa Civil) ou o 153 (Guarda Municipal).