O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal instaure inquérito para apurar a conduta da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no âmbito do Caso Master. A investigação mira uma suposta omissão do órgão regulador diante de sucessivos alertas sobre operações financeiras de alto risco.
Arquivamento de alertas do FGC sob suspeita
O ponto central da apuração da Polícia Federal recai sobre o arquivamento sumário de um processo administrativo aberto em fevereiro de 2022. O procedimento foi iniciado a partir de uma comunicação formal enviada pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que já apontava um quadro crítico de inconsistências estruturais no conglomerado.
- Indícios de insuficiência e fragilidade financeira do Grupo Master
- Inconsistências em balanços contábeis e manipulação de cotações em fundos abertos
- Uso de mais de R$ 3 bilhões cobertos pelo FGC para aquisição de ativos sem liquidez imediata
- Utilização de novos aportes para bancar resgates de aplicações anteriores
“A investigação visa esclarecer as circunstâncias técnicas e administrativas que levaram a autarquia reguladora a encerrar a apuração sobre o conglomerado sem medidas cautelares.”
Próximos passos da apuração federal
A Polícia Federal vai colher depoimentos de servidores, analisar a cadeia de documentos internos da autarquia e cruzar os relatórios técnicos do FGC para determinar se houve negligência deliberada na fiscalização do sistema de capitais.